Minha mãe cuidava muito da nossa saúde.Certa vaz levou-nos para uma avaliação dentária.Era a primeira vez hehehhee.... ( ainda não existiam os odontos pediátras)tudo era igual para adultos e crianças.Explico também que alguns pais assustavam suas crianças muito arteiras;não com o bicho papão ou com o velho do saco,mas com uma famosa frase:"-Não teima,senão te levo no dentista e ele vai tirar todos os teus dentes."(que idéia de girico; com certeza achavam que criança sem dente não falava ou teimava) BEM....Chegamos ao consultório.O dentista sem muito trato pediu que entrássemos as duas com a mãe. A baxinha toda empolgada,foi a primeira a sentar-se na cadeira para ser examinada e de olhos fechados e boca aberta esperava;enquanto Eu, fiquei olhando atenta para os aparelhos(ferros) que aquele homen de branco ia usar. Olhei para o mesmo,que de luvas e com um ferrinho na mão,parecendo uma agulha ENORME,se aproximou da paciente.eu pensei...(vai cravar na gengiva dela!!!) Agarrei com força o seu braço e comecei a gritar.-Não machuca a minha irmã....Com esse grito a paciente calma se alvorotou também e foi aquela estrepolia no consultório. O dentista louco da vida e com medo de perder seus clientes que o esperavam ,nos colocou prá fora do mesmo e disse para minha mãe." Leva essas tuas filhas fiasquentas daqui." E foi assim a nossa primeira visita ao dentista.
Como expliquei anteriormente,Eu e meus irmãos só brincávamos em nosso território(casa).Minha mãe tinha o cuidado de manter o portão sempre fechado.Mas,um certo dia,minha avó estava em Uruguaiana ,minha mãe estava hospedando uma prima, e por um momento deixou o portão aberto. OBA!!! Eu e meus irmãos fugimos para a casa de uma vizinha que criava uma vaca em seu pátio.O coitado do animal era mantido no canto de uma cerca(o L da cerca),e ao comprido deste L, tinha uma carrocerria de caminhão,na ponta ,no último lado ,eram umas tábuas encostadas que serviam de portão. Subimos na carroceria velha e enquanto uns atiravam comida para a pobre vaca embretada,eu, na minha maluquice infantil,enfiava um pedaço de taquara nas ventas do animal,que "P" da vida , não podia chegar perto da comida. A quadrúpede enlouquecida e se debatendo toda,bateu nas tábuas laterais que serviam de portão ,e conseguiu se livrar daquela tortura.Livre...,o animal correu para o pátio,Eu na minha ingenuidade,achei que ela ia subir na velha carroceria,então pulei para fora e sai em disparada para entrar na casa.E, teria conseguido...se não fosse a vizinha ter deixado uma tela no meu caminho.PLAFT...Cai..e,a vaca passou correndo do meu lado.Eu levantei chorando e segurando o meu braço,fui socorrida pelo meu irmão Beto que me consolava e dizia: _Não chora maninha;não foi nada;Vou dizer prá mãe que tu te URTIGOU.....Mal sabia Ele que Eu havia quebrado o braço.







